A terapia alimentar chinesa (Shí Liáo) é uma das tradições de cura que dá primazia à alimentação antes dos remédios.
Um chinês rural (80% da população) ingere mais calorias que um europeu, mas acumula menos gordura. Come mais amidos (arroz, milho-miúdo, batatas, etc.), mas pesa menos, come menos produtos animais (carne, peixe, lacticínios) e tem [muito] menos colesterol e problemas de saúde típicos do Ocidente desenvolvido, desenvolvendo o potencial de crescimento ao máximo. Infelizmente, o arroz, base da alimentação oriental, já é refinado na grande maioria da China, sem 1/5 do valor nutritivo e fibras do semelhante completo.
Como remédio, a alimentação é usada como a farmacologia chinesa, segundo o princípio de pares de opostos, naturezas, sabores e tropismos.
O acumular experimental já antigo levou ao sumário das experiências e a estabelecer de teorias na nutrição, incorporadas no clássico mais antigo a chegar aos nossos dias – o Huangdi Neijing (circa 150-100 a.C.), no qual se refere diversas vezes a importância da alimentação.
Sun SiMiao, um dos maiores médicos chineses, afirma no clássico Bei Ji Qian Jin Fang (Valiosas Prescrições para Emergências):” Quem não sabe de nutrição, não sabe curar doenças, só quem sabe aplicar a dietética ao tratamento é um soberbo médico.[…] Como médico, deve-se primeiro procurar a etiologia para perceber o que está mal. Então, prescreve-se a alimentação primeiro, seguida de remédios, desde que a alimentação dada não funcione.” A qualidade dum terapeuta era vista pela sua aplicação da alimentação e, aparentemente era a primeira escolha no tratamento durante as dinastias Sui e Tang (581-907).
Zhang Zhong Jin, famoso médico pelo seu tratado de referencia sobre patologia externa “Shang Han Lun” (Tratado Sobre Doenças Febris), advoga o uso de caldos de cereais como coadjuvantes de remédios – o antecessor da canja (conggee), tornando-se o principal método terapêutico na dietética. Adicionalmente, outras formas medicinais são sopas em geral, vinhos, bolos, pós, etc.
De acordo com a FAO das NU estimou-se qe em 2000-2002, 11% da população chinesa estava subnutrida, com tendência decrescente. O país ainda recebe ajuda internacional mas o Programa Mundial Contra a Fome afirma que o país atingiu a o objectivo de autosuficiência na agricultira em meados dos 90. A fome concentra-se nas regiões rurais do norte, noroeste e sudoeste da China.
Um extenso estudo epidemiológico chamado o China Study foi efectuado para observer a relação da predominância de doenças à dieta, observando também a imploicação da mudança de uma dieta tradicional chinesa para uma que inclui mais alimentos ricos ao estilo ocidental. Gerando controvérsia ao nível institucional, o Professor T. Collin Campbell implicou, com evidência suficiente, o aumento de consumo de proteína animal de forma directamente relacionada com cancro diabetes, cardiopatia e outras doenças que, enquanto comuns nos países ocidentais, eram consideradas raras na China. Sugere que apenas um pequeno aumento na quantidade deste consumo é suficiente para gerar as doenças mencionadas.
